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26 de novembro de 2010

Amigos são Flores e Poemas

                                                  Amigos São Flores e Poemas



Amigos são flores...
São flores plantadas ao longo do nosso caminho para que saibamos encontrar
primavera o ano todo.
Quando o outono chega, cheio de beleza e melancolia, os amigos estão
presentes nos trazendo alegria.
E, quando o inverno vem frio e escuro, trazendo saudades e noites longas, os amigos
nos trazem calor e luz com o brilho da sua presença.
Essas flores belas perfumam nossa existência e nos fazem ver que não
estamos sozinhos.
Se amigos são flores que duram um ano ou um dia não faz diferença, porque o
importante são as marcas que deixam nas nossas vidas.
São as horas compartilhadas, horas de carinho, horas de amor e cuidado.
Um amigo que se doa sem esperar um retorno, que se entrega pelo prazer de
ver a felicidade do outro, é uma flor que merece cuidados especiais; um ser
grande e importante que nos emociona só pelo fato de existir.
É alguém que consegue chegar até nossa alma... É um presente de Deus.
Se todo o mundo nos virar as costas e, no meio desse mundo, uma flor, nem que
seja uma única flor de amizade nascer em nosso jardim, então toda a vida já terá
valido a pena.
Amigos são poemas...
Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores,
rimas e risos, e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.
Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar,
e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e
vazias.
Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar
presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.
Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo estando separado por mil mares...
É alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver...
Um amigo nem sempre diz sim, quando dizemos sim, e não, quando dizemos não.
Mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos
entender sozinhos.
Um amigo é um bem precioso que não devemos deixar guardado numa caixinha
de jóias, para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto
a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.
..........................................................


Amigos são flores...
Amigos são poemas...
Como flores, devem ser cultivadas com carinho e dedicação, para
que as tempestades da vida não esfacelem suas pétalas e para que
possamos ter seu perfume em todas as estações.
Como poemas, devem ser sentidos nas fibras mais sutis da alma, com
respeito e gratidão, para que sejam a melodia risonha a embalar nossas
horas em todos os períodos do ano.


IN: "Amigos são flores" e "Amigos são poemas",

Letícia Thompson

21 de novembro de 2010

Alma Serena





Alma Serena



Alma serena, a consciência pura,
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.


Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.


Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.


Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.


Fernanda de Castro, in "Ronda das Horas Lentas"

(Poema dedicado a minha grande amiga Rosa)







19 de novembro de 2010

(RECOMEÇA SEMPRE)



Sísifo 


(RECOMEÇA SEMPRE)

 Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga

18 de novembro de 2010

O meu Olhar Azul como o Céu

O Meu Olhar Azul como o Céu




O meu olhar azul como o céu

É calmo como a água ao sol.

É assim, azul e calmo,

Porque não interroga nem se espanta ...

Se eu interrogasse e me espantasse

Não nasciam flores novas nos prados

Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...

(Mesmo se nascessem flores novas no prado

E se o sol mudasse para mais belo,

Eu sentiria menos flores no prado

E achava mais feio o sol ...

Porque tudo é como é e assim é que é,

E eu aceito, e nem agradeço,

Para não parecer que penso nisso...)



Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXIII"

Heterónimo de Fernando Pessoa

1 de novembro de 2010








Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.

SEBASTIÃO DA GAMA

6 de setembro de 2010

NUVENS CORRENDO NO RIO







Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!


Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.


Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?


Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?


Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.


( Natália Correia )

(Elly)









2 de setembro de 2010

CÉU DE MEL




 Céu de Mel


Nesse céu de mel, minha alma sonha e cresce,
ganha vida! procuro dar mil cores aos versos
num mar só meu, de marés de raios dispersos
onde cada sorriso é um olhar azul feito  prece!


Choram-me os olhos de alegria nesta quimera
de luz, és o que não vejo, em versos de embalar
quero ter-te nos meus sonhos, como luz num luar
inventar o brilho do mel nas flores da primavera...


Adormecer com este sonhar só uma palavra deve   
tece em cada verso a suavidade  desse teu olhar
que é feito de mel puro, como ouro de fio leve...


Desenhar-te um poema é um luar de carinho
é fechar os olhos, descobrir o sorriso  renascer
são belezas da vida que despertam de mansinho!....


(Elly)

29 de agosto de 2010

COM UM PÔR DO SOL NO OLHAR


Há sempre um Pôr de Sol no olhar

Cada Pôr de Sol ao partir
ilumina outros mares,
outros montes, outras fontes,
levando consigo as desilusões,
e um novo dia renasce
de amor e de esperança num 
doce e terno coração.  
  Que cada amanhecer seja
uma nova oportunidade
de recomeçar!

(autor desconhecido)
Elly



22 de agosto de 2010

NA ÓPTICA DESTE OLHAR




Soneto

Na óptica deste olhar


Tenho um amigo de sensibilidade poética
que aos olhos do coração fotografa o olhar
seus sentidos ocultos escondem a luz do luar
onde em frases correntes há uma audácia profética...


Querer na sensibilidade, é um saber profundo
porque na razão desse mistério já se palpita
a inconstância e o fulgor na natureza do mundo
que só na alma heróica cabe uma beleza bendita....


Do pôr do sol, a todas as flores que sonhou
os seus olhos têm fragrâncias de brisa de mar,
são românticos, e eu nem de perto poeta sou!...


Mesmo que ele tivesse toda a luz do mundo
daria certamente metade dela ao azul do mar
porque o seu coração não vive fechado nem mudo...

(Elly)














19 de agosto de 2010

A SINFONIA DO AMOR



A Sinfonia do ....


Existe um verso solto neste rio ao passar
que me prende e suspende docemente
é um astro feito de perfume eternamente
que me faz rir e tantas vezes chorar!

Oh triste rio! que olhar tão plangente
venho aqui cantar-te loucas vaidades
das noites floridas como sol ardente
de aragens de sonho em sombras verdes....

Que importa ao mundo a singela dor d'alma
se nos campos na noite um corpo bradar
por um gemido do rio que procura a calma..

São pétalas de vida cantadas em leito fino
onde o coração de Vénus é feito de Marte
porque tu és toda a minha sinfonia e hino!


(autor desconhecido)
(Elly)

Para: (A./M.)

18 de agosto de 2010

"CARTA A MENECEU"



Este texto, surgiu após uma leitura pelos manuais de filosofia, em que tentava compreender algumas das minhas atitudes, isto é porque procuro eu os livros de filosofia? que interesse me prende à filosofia ? Porque o faço? ou será que não o devia fazer? Mas após esta leitura concluo que não o posso evitar as minhas leituras, porque fazem parte de mim, e mesmo antes de mim outros tantos o fizeram.
Na Carta a Meneceu, Epicuro (c.341-270 a.c) explica porque é que todos sem excepção necessitam de filosofar:
"Carta a Meceneu"
Mesmo que jovens, não devemos hesitar em filosofar.
E nem mesmo sequer na velhice devemos cansar-nos do exercicío filosófico .
Pois para ninguém é demasiado cedo nem demasiado tarde para a purificação da alma. Aquele que diz que a hora da filosofia não chegou ou já passou, assemelha-se ao que afirma que a hora não chegou, ou já passou, para a felicidade. São por isso, chamados a filosofar, o jovem como o velho. O segundo para que, envelhecendo, permaneça jovem em bens por gratidão para com o passado. e o primeiro para que, jovem, seja também um antigo pela ausência de receio em relação ao futuro. Devemo-nos, pois preocupar com aquilo que cria a felicidade, já que com ela possuimos tudo e sem ela tudo fazemos para a obter.


(Elly)

17 de agosto de 2010

MAR


MAR



De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
(...)


Sophia de Mello Breyner Andresen

(Elly)

ROSTO INVISÍVEL




ROSTO INVISÍVEL


Sempre que me verifico
Não tenho tempo nem espaço
pois passando no que fico
Vou ficando no que passo.
Inúteis os meus anéis
Já os troquei por poemas,
Se não hão-de perder-se os papéis
Voam com as minhas penas.
Nesta arte de vulções
Acende com mãos tranquilas,
Vou aprendendo as lições
que me ensinam as Sibilas.
A minha reputação?
Nesse nicho não me apertem.
As minhas penas não dão
Cera que as Parcas derretem.
Natália Correia
(Elly)

10 de agosto de 2010

9 de agosto de 2010

O NOME








Significado do nome Elisabete/Elizabete


(Por uma simples questão de curiosidade e sem qualquer sentimento de preeminência, ou de qualquer outra prestância, tomo a liberdade de publicar uma pequena análise sobre o referido nome que por razões obvias me interessou)



Elisabete tem 9 carácteres.
Origem do nome Elisabete = Hebraico.
Significado Elisabete : consagrada a Deus.

Perfil das pessoas com a primeira letra do nome = E

Muita inteligência e poder de comunicação apontam para sua necessidade de falar, embora nem sempre digam tudo o que lhes vem à cabeça.
Seguem, e orientam-se muitas vezes mais pela razão, do que pela emoção, no entanto procuram sempre um meio termo (equilíbrio) quando é desmentida ou contrariada torna-se capaz de mover montanhas para provar a sua razão.
É de natureza pensante,(pensa demais em tudo) e isso interfere na sua concentração,mas na maior parte das vezes consegue fazer a separação das duas situações.
Pode vir a ser um excelente escritor, advogado ou professor.
Numerologia – primeiro nome = Elisabete – 6
A vibração do número 6
Indica a seguinte personalidade:
CONSCIENTE, o 6 deseja difundir a harmonia, a verdade, a justiça e o sentido do equilíbrio no seu meio ambiente.
Na sua mente predomina o amor e a compaixão.
Por conseguinte, pode ser um excelente maestro, conselheiro ou senador.
Os demais sentem-se atraídos pelo entendimento que emana.
O 6 é uma vibração doméstica e artística e, sob este número, os íons (átomos) têm de ajustar-se às necessidades dos demais.
O 6 deseja um colega íntimo, o casal e o lar perfeito, uma família na qual reine a beleza e a harmonia.
Disto se segue logicamente uma necessidade de harmonia no grupo e de serviço à comunidade.
O 6 assenta com o elemento conservador da comunidade, no que pode criar melhores níveis de vida.
Dotado para as artes, expressa também às vezes seu potencial criativo através de seu desenvolvido sentido de equilíbrio e muitas vezes converte-se num excelente artista no seu campo particular.
Palavras chave:
Responsabilidade familiar e social, serviço, amor, compaixão, conselho, poderes curativos, criatividade.

NOTA IMPORTANTE:
(O estudo de personalidade que aqui te mostramos, é um extracto muito resumido e generalizado das tendências gerais do carácter e personalidade de cada nome.
Para a numerologia o nome correcto pode influenciar diretamente o destino, as aptidões profissionais, o relacionamento com amigos, a vida financeira e são determinantes nos traços da personalidade de cada um de nós.
O primeiro nome, não é determinante do perfil de cada um.
Obviamente esta análise não tem a pretensão de substituir nenhum estudo personalizado sobre o assunto).
(retirado de um site da net)
(Ely)

PRUDÊNCIA



Prudência em Aristóteles e a questão da sustentabilidade





"a prudência é de longe a primeira condição de felicidade. Nunca se deve cometer impiedade contra os deuses. Os orgulhosos vêem suas grandes palavras pagas pelos grandes golpes da sorte, e é apenas com os anos que aprendem a prudência". Antígona, Sófocles

Diz um provérbio erudito, que a sabedoria “reina”, mas “não governa”. Quem governa é a acção, a phronêsis platônica; a Prudência aristotélica, o agir deliberado, refletido.

Prudência é a acção ponderada, discutida, examinada, enfim, deliberada. Sim, o Estagirita (Aristóteles é da cidade de Estagira) desenvolveu o conceito de phronêsis legado por Platão e concebeu uma importantíssima teoria geral da acção, uma hermenêutica da existência humana enquanto agente no mundo e sobre o mundo. A phronêsis/Prudência – recta ratio agibilium – é virtude opinativa da alma: “daí que a Prudentia seja considerada a mãe (genitrix virtutum) e a guia (auriga virtutum) das virtudes”, diz Jean Lauand (FE-USP): “a virtude que realiza as demais”.

A acção prudente é cautelosa, sim. Mas, ao contrário do que pensa o senso comum, Prudência não é morosidade, aliás, não admite perda de tempo. É rápida e certeira pois, o kairós (o tempo, do grego, no sentido de agir bem, no momento certo) é inerente à virtude da Prudência. “Nem antes nem depois”, como Odisseu (Ulisses) orienta a seu filho Telêmaco, na Odisséia Homérica.

Tendo examinado cuidadosa e cautelosamente a questão que se apresente, ao Prudente urge agir de imediato. Mas examina, delibera. Alertando para a importância do kairós adequado à acção justa, o Pensador francês Pierre Aubenque afirma: “Não há justiça, se a decisão é tardia. O momento, o tempo, que permite que a justiça ocorra, é determinado pela Prudência”.
A virtude da Prudência se estabelece em circunstâncias bem peculiares. O saber científico, das ciências, esse saber “lógico” pode dispensá-la. Sobre todos os nossos conhecimentos já certos, como o saber dos seres em si e por si, imutáveis e eternos, tais quais a aurora e o crepúsculo, as estações do ano, os ciclos lunares, os matemáticos e geométricos, o saber das Formas puras (Idéia platônica), da nossa mortalidade enfim, coisas já assentadas, não se pondera, não se escolhe, não há o que discutir, alterar, portanto, não se delibera.

Só deliberamos (e aí sim, podemos orientar nossa acção pela Prudência) sobre “tudo o que é obra do homem”, como diz Aristóteles, o que está sujeito à mudança.

É por isso que não há como se atribuir à ciência meramente lógica, um valor moral, ela não é meritória, é o que é. Atentem que um mal uso da Prudência (que não é da alçada das ciências exatas) seria uma contradição pois, ser prudente – agir bem – não comporta o insensato.

Eis que a Prudência é outro gênero de conhecimento, é um saber moral porque há mérito em possuí-lo. Ela não existiria sem virtude moral. Em Aristóteles é a cisão do próprio mundo real que possibilita uma cisão paralela no interior da razão, não somente no interior da alma cognitiva (e seus modos de apreensão, exame, intelecção, cognoscência), mas da vida prática, contingente. Contingente é essa vida que levamos: instável, incerta, mutável, sujeita a atenuantes e agravantes, ao exame das circunstâncias, em suma, à deliberação.

A contingência fomenta, funda e alimenta a virtude da Prudência, faz dela sua morada pois, é justamente porque vivermos num mundo contingente, ou seja, sujeitos ao trágico, ao inimaginável, ao infortúnio, é no solo do acaso e do incerto que emerge a “auriga virtutum”, a boa ação, a virtuosa, posto que bem pensada. Conforme atesta Aubenque: “é a indeterminação dos futuros que faz do homem princípio; o inacabamento do mundo é o nascimento do homem”.

A Prudência é considerada a virtude par excellence porque somente através de seu exercício é que o seres humanos podem refletir e escolher. Eis que a virtude da Prudência é a de um Saber da práxis, da ação com a qual os homens se acostumam e incorporam, se habitual e constituem sua moral.

Nossas escolhas habituais, baseadas na valoração – ou não – de nossos semelhantes, na consideração (do latim siderio, estrelas) pelo “Outro”, constituirá nossa moral, estabelecerá nosso ETHOS.

Ao revelar o ETHOS humano, a virtude da Prudência fundamenta sua incontestavelmente notória importância. Nosso planeta (habitat), como um todo, subordinado aos nossos hábitos (modus vivendi e modus operandi, passíveis de vir a ser constituídos por virtudes ou vícios) explicita nosso ETHOS.

O filósofo grego pré-socrático Heráclito é quem nos dá o mais antigo testemunho da palavra phronêsis (Prudência), ao alertar que, na multidão, cada um, ao invés de compreender o que é comum, “se deixa viver como se tivesse sua própria inteligência”. O que ele quer dizer, segundo Aubenque, é que os mortais participam, bem ou mal, de um lógos que os ultrapassa e a falta mais grave do homem é opor sua individualidade ao universal no qual se insere".

Se o melhor absoluto se revela impossível, dadas as circunstâncias, busquemos o melhor possível, nos ensina Aristóteles. Deus não delibera, não precisa; tampouco o animal detém poder para examinar suas possibilidades. Somente o homem é chamado à ação: “Torna-te o que és”, roga uma antiqüíssima inscrição no frontispício do oráculo de Apolo, na cidade grega de Delphos.

Segundo Aubenque, “A deliberação representa a via humana, ou seja, mediana, aquela de um homem que não é completamente sábio nem inteiramente ignorante [como o daimon intermediário que vimos no artigo anterior, O Banquete sobre o Amor, de Platão], num mundo que não é, nem totalmente previsível, nem totalmente imprevisível, o qual, no entanto, convém ordenar usando as mediações claudicantes que ele nos oferece”.

Como Aristóteles, sabemos que a deliberação, o exame, cujo conceito é emprestado da prática política, não basta para constituir a virtude, pois a deliberação não diz respeito ao fim, mas aos meios; em Aristóteles, a phronêsis torna-se Prudência, descola-se do “Ideal” platônico como télos (finalidade, propósito), não diz mais respeito ao Bem, mas ao útil. Eis que a deliberação enquanto tal, pode ser posta a serviço do mal, da desmedida, a hýbris grega.

Também no frontispício do Oráculo do deus da harmonia, se lê: “Conhece-te a ti mesmo!” E conhecerás o Universo? E saberás que és um deus? Ou... E constatarás que és mortal? Sejamos Prudentes.
(Luciene Félix)
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana




Saiba mais;
Aubenque, Pierre – A Prudência em Aristóteles – Trad. Marisa Lopes. São Paulo, SP. Discurso Editorial, 2003.
Lauand, Jean – Saber Decidir: a Virtude da Prudência. http://hottopos.com/notandum
Lauand, Jean – Filosofia, Linguagem, Arte e Educação. Coleção Humanidades – ESDC. Factash Editora, 2007.


8 de agosto de 2010

AQUI DESTE JARDIM





Aqui deste Jardim



É como o mistério que obra a tecedeira
que fio a fio tece e se deslumbra em mim
a esperança da flor florida da trepadeira
que brilha como sol neste canto de jardim....

Ouvem-se os cantares de lenda na aragem
e a voz do passado no adormecer da flauta
onde os prados ermos são como a folhagem
nos rios, deslizando em clave-de-sol pela pauta!

Mas o doce gesto que desperta e ascende
forma uma constelação de luz em prata
onde Vénus vai madrugando na suave idade....

Como o ouro na primavera púrpura já ardente
é doce badalada, que cintila no sabor do vento
que no infinito céu encanta um sol sorridente!...


(Elly)


4 de agosto de 2010

TOMAR CONSCIÊNCIA!

A vida passa..

Se pudéssemos ter consciência de quanto a nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade, quer seja para nós como para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais, algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.
Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor, e como tal cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas, muitas vezes amargurados. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dias, às vezes anos, quando não a vida toda. Fomos escravos de futilidades.
Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando era hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que a nossa alma pede, porque algum orgulho pateta, ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não declaramos o nosso afecto porque imaginamos que o outro conhece os nossos sentimentos.
Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. Por outro lado, estamos sempre a comparar a nossa vida, com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos?
Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa!
(Elly)
Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. Justamente porque não sabemos fazer a coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade que foi ter tido uma mão cheia de nada, e outra de coisa nenhuma.
E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”.
O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afecto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir a um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para a nossa consciência, e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós.
Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência.
Vamos tomar consciência do valor da nossa existência!






Robert Happé nasceu em Amesterdão, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.

Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores.

Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.

Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

3 de agosto de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA




A Arte da Meditação - Daniel Goleman

Sinopse:

Aprenda tranquilizar a mente, relaxar o corpo e desenvolver o poder de concentração ouvindo o CD com quatro tradicionais técnicas de meditação ensinadas por Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional.

"O principal objetivo da meditação é proporcionar ao corpo um repouso profundo, enquanto a mente se mantém alerta. Isto faz baixar a pressão sanguínea e diminuir o ritmo do coração, ajudando o corpo a se recuperar do stresse.

Talvez, o efeito mais importante da meditação seja a paz interior, um refúgio onde você pode escapar da turbulência do dia-a-dia. O hábito de meditar diariamente vai lhe ajudar a desligar-se do stresse e trará calma e energia para você enfrentar melhor os desafios que vêm pela frente.

Há vários tipos de meditação e você vai aprender quatro deles no CD que acompanha este livro. Experimente cada um durante algumas semanas até descobrir qual prefere. Escolha aquele ou aqueles com que você se sentir melhor e use-os cada vez que meditar."

Download do livro + áudio-aula em:

http://http//www.4shared.com/file/ylg_vdq0/CD_e_Livro_-_Daniel_Goleman_-_.html

'' AGRADECIMENTO ''

Podia escrever mil linhas, tecer milhares de comentários, mas o espaço é tão pouco para agradecer os vossos carinhos, que os mesmo que me levam a escrever aqui, vocês Amigos são a razão deste simples espaço existir.

Recebam o meu abraço de gratidão e amizade, embora para alguns já não seja virtual!


'' QUADRO DE HONRA ''


.
A amizade consegue ser tão complexa...
Deixa uns desanimados, outros bem felizes...
É a alimentação dos fracos
É o reino dos fortes

Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam-se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assim assumem-os

Sem pensar conquistamos
O mundo geral
e construímos o nosso pequeno lugar
deixando brilhar cada estrelinha

Entrelinhas...
Doces, sensíveis, frias, ternurentas...
Mas sempre presentes em qualquer parte
Os donos da Amizade...

(Autor desconhecido)

Elly
.

FLOR DE MAIO

Flor de Maio

Sonhar como toda a flor de Maio
num jardim colorido de sol e vida
onde paira o cantar do doce gaio
numa janela aberta de aromas florida...

Como há brisa fresca e mimosa
o sol aquece os corações da gente
que guarda idílios cor- de- rosa
que desabrocha em luz docemente...

Miro-te à tarde como suave açucena
porque em minha alma o sol dormita
como pétala solta, que cintilla serena!

Embalo nesse sorriso de quimeras
porque os sonhos beijam já o sol poente
entre mãos estão, sagradas primaveras!...

(Elly)


21 de julho de 2010

O TEU MADRIGAL


Madrigal



Da Flor caiu a pétala da saudade
onde o orvalho perfuma requintado
as lágrimas da esperança sem idade
dos jardins do madrigal iluminado...

Tenho o Sol do poeta na escuridão
os beijos dourados na mão do luar
escondido está o coração da paixão
no sorriso que guarda cada olhar!

No perfume das palavras esvoaça
uma nuvem carregada de emoção
que desperta sem pressa a graça
dos beijos sonhados pelo coração....

Onde voa o silêncio em delicadeza
como a barca sem porto marcado
o seu cais é abrigo de suave beleza
onde cada estrela é o beijo desejado!

Elly





17 de julho de 2010

COMPAIXÃO



           "Todas as almas nobres têm como ponto comum a compaixão."
                                                           ( Friedrich Schiller )


Entre os vários dossiers que se encontravam por organizar, deparei-me com um recorte de um  artigo de uma revista, cujo tema era a Compaixão. Já muito desgastado, mas carinhosamente guardado comecei a ler o artigo,  com mais de vinte anos. Voltei novamente a guarda-lo, mas as suas palavras foram correndo a minha mente, a ponto de ficar a reflectir o quanto é actual e merecedor  de uma  dissertação.
A palavra Compaixão que tem origem latina, (compassione). Que pode ser descrita como  a virtude de compartilhar o sofrimento do outro, entre outras definições. Assim, Compaixão significa colocar-se incondicionalmente ao lado do outro, sem ter qualquer tipo de julgamento. Contudo, não significa aprovar as suas razões sejam elas boas ou más, apenas propiciar o alívio da sua dor.
 Ter compaixão é não ser indiferente frente ao sofrimento do outro. A compaixão distingue-se claramente da piedade, do amor e da generosidade, porque nela nos compadecemos junto de quem sofre. Por esse motivo poucos têm essa virtude, e poucos são os que têm vontade de a desenvolver, porque para ajudar os outros temos que ser acima de tudo íntegros , estar por inteiro,  ter sentimentos, ter  domínio da situação e inteligência. 
Quando nos compadecemos da dor do outro, quando somos compassivos  com alguém, algo inusitado acontece dentro e fora de nós. Poderíamos dizer que se estabelece um cordão energético positivo que envolve os intervenientes, trazendo felicidade.   Por dar felicidade aos outros não diminuimos a nossa felicidade, podendo mesmo aumentar.  A felicidade não é um recurso escasso. Enquanto nas coisas materiais dar, diminui o valor da existência, na felicidade dar, aumenta o valor da existência. Inversamente, ao pretender-se diminuir a felicidade dos outros, diminui-se a nossa própria felicidade. 
Quando temos compaixão pelo próximo, sentimo-nos mais humanos, ou seja como nós mesmos. A dor do nosso semelhante é como se fosse a nossa dor, e essa forma de viver e de nos relacionarmos leva à misericórdia e consequentemente à elevação, desenvolvendo em nós qualidades humanas nobres, atingindo o verdadeiro sentido do que é ser Humano, e a nossa mais elevada humanidade.
 A compaixão, é isenta de preconceitos de julgamentos e absolutamente universal, e a mais universal de todas as virtudes, pois ela exige de nós uma atitude, que sejamos actuantes e disponíveis. É uma atitude mental que não envolve amargura. No entanto, há situações  em que não se pode ser passivo, e ter compaixão não significa que nos deixemos humilhar. Compaixão requer firmeza, e não envolve fraqueza, com muito amor no coração, por vezes é preciso  manter o lugar da verdade e da dignidade.
 Ela é opositora da crueldade e do egoísmo, porque quem cultiva tais sentimentos impede o  desenvolvimento da compaixão no seu espírito. Alguns exemplos de compaixão ficaram marcados nas atitudes Cristo narradas na Bíblia, como um dos exemplos que passo a citar:" Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive de ti?(Mateus 18:33),  em S. Francisco de Assis, Madre Teresa,  e até do próprio Buda quando dizia:" O teu sofrimento é o meu sofrimento, a tua alegria a minha alegria", e de tantos outros seres humanos merecedores de tão nobre virtude. 
Vale a pena lembrar, que a compaixão é um sinal de sensibilidade, uma aversão ao sofrimento alheio, um desejo pelo bem e felicidade do outro. Ser compassivo é estar em comunhão com o sofrimento. Diz um certo ditado:" Faz o teu bem com o menor mal possível a outrem".  E para finalizar porque o tema é vasto, termino com uma citação de um  mestre budista: " Ter compaixão é aliar  amor e sabedoria".

Elly







http://www.ted.com/talks/lang/por_br/daniel_goleman_on_compassion.html

14 de julho de 2010

SAUDADE




SAUDADE

Há sonhos muito felizes, e encantados
reponsando como nenúfares nas mentes,
são céus azuis e doces luares estrelados
onde as guitarras fixaram olhares fermentes!

Sonhando, só quero apenas, ouvir-te
sentir o teu brilho como estrela de luar
traçando a capa, por esse fado triste,
na candura que encanta todo o meu olhar...

Sonho, um sonho que é doce saudade,
onde o vento lá vai cantando baixinho,
as estrófes num mondego, coberto de vaidade
das argúis promessas feitas de mansinho...

Neste sonhar, houve prece como fado, que induz
o amor sem desventura, porque Deus é atento a quem
merece, e nele coloca-lhe o sol o mar e a luz!...

Elly...

11 de julho de 2010

SONETO DOS OLHOS AZUIS





" Estes são meus, porque hoje estão azuis, mas também em verde se transformam"
Um olhar sobre o olhar


Soneto dos Olhos Azuis


São como dois azuis perdidos lagos
Teus lagos olhos, mansos olhos rasos
Puríssimos azuis, dos prantos vasos
Perdidos olhos claros como lagos.

Espelham os teus olhos mundos vagos
Lagos espelham sóis azuis, ocasos
Translúcidos azuis dos meus acasos
Teus raros olhos claros, olhos vagos.

Vagueiam sobre mim teus olhos caros
Claríssimos azuis teus olhos raros
Perdidos olhos calmos como lagos.

Espelhos que refletem mundos rasos
Espelham sentimentos que são vasos
Teus olhos tão azuis... azuis... e vagos

(Aramis Ribeiro Costa)

Elly

10 de julho de 2010

LUZ DO SOL




(...) Era preciso cantar a terra toda
Mas mais que tudo as praias e as florestas
Onde incessantemente se renovam
Desertos desumanos e desumanas festas. (Sophia de Melo Breyner Andresen)

Elly

9 de julho de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA



Partilho com todos vocês esta boa leitura!
(Aqui fica uma breve abordagem ao tema do livro, "O Efeito Sombra")

O principal objectivo do livro "O Efeito Sombra" é apresentar ao leitor o conceito desse elemento presente e omnipresente em nossa mente, e mostrar como a sombra actua em nosso dia-a-dia, na nossa vida, os prejuízos que ela traz quando é ignorada e desconhecida e o grande número de portas que ela pode abrir quando é aceite e compreendida.
O que é a Sombra? Bem, a Sombra é tudo aquilo que não queremos ser, mas somos. Nas palavras de Carl Gustav Jung a sombra é “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”. A sombra é a parte oculta que existe em nossa psique, os nossos sentimentos reprimidos, medos, e desejos, a sombra pode ser um aliado ou o destruidor de nossas vidas. É aquele sentimento escondido de todos, é aquele desvio de comportamento que uma pessoa considerada "boazinha" possui. É o desejo de se entregar ao vício, de explodir, de brigar. É toda a energia que tentamos não ter. Porém a Sombra é parte nossa, é algo bom. Escondida, pode transformar-se em maus pensamentos. A “Sombra” é aquilo que escondemos dos outros e até de nós mesmos, mas que não podemos fugir. Porém, descoberta e compreendida, a Sombra nos levará ao caminho da plenitude!
Este é o primeiro livro de ensinamento popular e compreensível sobre como o efeito Sombra age nas nossas vidas e no mundo ao redor. Através da experiente ajuda de Deepak, Marianne, e Debbie, uma jornada em busca de quem realmente somos. Podemos acessar forças escondidas em nós mesmos, desenvolver a coragem, acreditar nos insights e iluminar nosso caminho para a felicidade.
Boa Leitura!!!
Elly

8 de julho de 2010

"ALFAMA DO SONHO"



Alfama do sonho

Neste meu sonho menino, desenho um tesouro
que com minhas mãos, vou colorindo este tecer,
pintando os meus olhos, sobre flores de ouro
e nos teus lábios as fontes puras, de enlouquecer...

Entre quatro paredes, dança uma luz ao luar
que vacila, entre brumas escondidas, mil desejos
relampejando em sílabas, com versos de palpitar,
como suaves pétalas doces, nascidas de beijos...

Foram horas, infinitas de verde mar crepitante,
onde as aves cegas, encontraram poiso e jardim,
em ninhos de mel, feitos em doçura fragante...

Com este sabor rubro, se rompe uma chama,
pincelando labaredas, de delicados favos de luz, cujo

estrelado mar ainda alfama, o refolho de quem ama!

Elly

5 de julho de 2010

'AOS OLHOS DA MINHA ALMA'



Alma gêmea
(A ausência que ganha vida no reencontro... )


Ouça-me, não diga nada...

Hoje eu vou dar voz aos sentimentos,
transformá-los em palavras,
deixá-los documentados,

Chegou a hora, de demonstrar
o que eu sinto,
o sentimento mais lindo,
a entrega mais segura,
a decisão mais sábia...

Somos a prova real,
do reencontro de duas almas,
que em verdade,
nunca se separaram totalmente.

A busca terminou...
À nossa frente, o futuro,
não mais incerto,
agora com certeza, eterno...

(S.R)
Elly

4 de julho de 2010

PARA TI




Um poema que me foi dedicado!
(Aqui fica o meu agradecimento, obrigado )

Para ti

Enquanto finda a tarde, atrás de um monte,
E a mata silencia - o Sol é posto -,
Procuro, inda, na aurora, ao horizonte,
Brilho e beleza, como há no teu rosto.

A saudade que sinto, agora, é fonte
Da imensa dor, à qual estou exposto.
Rezo ao entardecer, então, que aponte,
Antes da noite, um fim prá o meu desgosto.

Pois sei que a Lua vai me achar sofrendo
E, se eu dormir, será pelo cansaço
Da longa espera prá te ver chegando.

Mas, mesmo quase eterno o sono sendo,
Não terei esquecido o teu abraço
Se, ao acordar, inda estiver chorando.

(P.)

Elly

O MEU CORAÇÂO


Não posso deixar de publicar aqui um poema que me foi oferecido...Obrigado


"O Meu Coração"

O teu coração, é meio criança,
Vive cheio de alegria e esperança!
Quase um adolescente,
Pois vive rindo, contente!

É um coração cheio de ilusões
E não se cansa das emoções!
Ele não consegue ver a maldade,
Sempre acredita que é verdade;

Apesar de tudo, acredita na amizade,
Acredita ainda na felicidade,
É um coração feminino,
Que já enfrentou desatino;

já sofreu, já chorou, e foi magoado;
Mas continua um coração adolescente,
Porque teima em acreditar no amor!
(M.)

Elly

OS ILUMINADOS




Reflexão Espiritual

A iluminação nada mais é do que um reconhecimento, não uma mudança. Há pessoas na terra cujas mentes foram completamente curadas pelo Espírito Santo. Elas aceitaram a Expiação. Quando a mente vai em direcção a Deus, torna-se um receptáculo para o Seu Poder. Santos e profetas ao aceitarem a Expiação, foram purificados em seus pensamentos e são chamados de Iluminados. Luz significa compreensão. Os Iluminados compreendem. Eles são como nós, mas têm apenas o amor dentro de si. A mente de Cristo é a perspectiva do amor incondicional. A verdade nos liberta porque nos livra dos nossos pensamentos temerários.
De acordo com as leis da evolução, uma espécie se desenvolve até um certo ponto até que aquele tipo de desenvolvimento não seja mais necessário à sobrevivência. Nesse ponto ocorre uma mutação, e os descendentes da mutação são os que sobrevivem. Nossa espécie está em dificuldades porque lutamos muito contra tudo e contra todos, e esses nossos métodos cheios de medo são uma ameaça a nossa sobrevivência.
Uma pessoa que ama na totalidade é como uma mutação evolutiva e cria um contexto no qual os milagres acontecem. Esta é uma orientação de vida capaz de preservar nossa sobrevivência. As mutações iluminadas apontam o caminho certo. Este é o papel dos mestres como Jesus e Buda na espiritualidade e outros nas demais áreas.
Jesus é um símbolo pessoal do Espírito Santo. Ele é apenas uma das faces do Espírito Santo. Jesus vivia aqui no mundo de medo, mas compreendia somente o amor. Tudo o que fazia era guiado pelo Espírito Santo e não pelo Ego. Jesus concretizou a mente de Cristo e então recebeu de Deus o poder para nos ajudar. Ao compartilhar da visão de Deus, Ele se tornou a visão de Deus, por isso nos vê da mesma forma como Deus.
Os contos de fada como Branca de Neve e A Bela Adormecida são uma metáfora da relacção entre o ego e a Mente Divina. A madrasta má é o ego, que pode fazer a Bela Adormecida ou Cristo adormecer dentro de nós, mas nunca poderá destruí-lo, apenas cair no sono por um longo período. O Príncipe Encantado dos contos é o Espírito Santo, que nos desperta com o Seu amor. O nosso salvador tem várias faces e uma delas é Jesus, nosso irmão mais velho, um Presente.
(Marianne Williamson)
Elly

3 de julho de 2010

A LUZ DO TEU LUAR




A luz do teu luar

Só na noite este céu azul, se desvenda num oceano
em vagas deste sonhar, sem sombras nem idade,
onde à deriva vai uma nau desperta de saudade
flutuando a esmo o rumo, por seu triste desengano…

Sopro os ventos, como batidas nas horas lentamente
erguidas de luz já esbatida, surge no céu já outro dia
em tons de cinzentos e azuis, cogitando a harmonia
cuja voz é calma como a ria, e pura seguramente…

Mas mágica, só é a distância entre a noite e o dia,
onde pelas areias brancas se desenhavam escritas,
feitas de brisas de solidão, sem versos nem poesia…

Onde os teus raios diáfanos, escreviam um doce luar
que enchia o cantar da noite de luz, como o sol do dia
forte que apaga, e murcha cada estrela, no seu brilhar!

Elly






2 de julho de 2010

SER FELIZ!

"Nunca encarei o conforto e a felicidade como fins em si mesmos...os ideais que iluminam o meu caminho e repetidamente me deram coragem para encarar a vida com alegria foram a Gentileza, a Beleza e a Verdade". (Albert Einstein)

Foi na leitura deste pensamento que hoje resolvi reflectir e pensar no que é ter uma vida boa?

Por alguns minutos a minha mente percorreu os ensinamentos de um dos meus pensadores mais admirados; Aristóteles, discípulo de Platão que por seu turno foi discípulo de Socrates. Nestes três ilustres pensadores, apesar das várias divergências, neste campo todos eles acreditavam que não é apenas a vida que devemos valorizar, mas também uma boa vida. E uma vida bem vivida é uma vida feliz. Aristóteles acreditava e ensinava que as virtudes da felicidade são o objectivo da vida; e tudo o mais são os meios para alcançar esse fim. Para ele uma vida boa é uma vida de excelência moral que nos conduz à felicidade e ao sermos felizes com ela somos bons e quando encontramos a nossa própria felicidade fazemos o bem aos outros. Porque o bem é integralmente bom, e é necessário tanto nas coisas pequenas como nas grandes que procuramos realizar. Devemos acreditar que temos a obrigação e o dever de viver da forma mais bela e humana possível, capaz de influênciar todo o pensamento prático, especialmente nas nossas acções. A vida é uma progressão constante na capacidade de extraimos de nós, o nosso enorme potencial, sempre a revelar-se, sempre a expandir-se, uma vida grande, rica, profunda, repleta de oportunidades para aprender, crescer, estudar, ensinar e criar. Devemos ser idealistas, vivendo segundo princípios dignos e honrosos. Devemos treinar e ser disciplinados na procura do bem maior que há em nós e à nossa volta, e de forma paciente perseguir esses nobres ideais através de escolhas reflectidas. Como seres pensantes, dotados de amor e sentimentos, ao vivermos de acordo com os nossos ideais e aspirações mais elevados, cumprimos o nosso propósito na vida. As nossas escolhas, devem conduzir-nos a uma maior transformação pessoal, e ao aceitar praticar uma vida boa, abordamos os nossos desafios com maior equílibrio e temos uma atitude mais positiva e construtiva.

Elly

30 de junho de 2010

Recado p/ D.Quixote (falso(a) moralista)


A proveito este post para anuciar aos meus amigos e seguidores que o meu blog está em actualização.....e configuração do espaço.
Mas deixo aqui também para conhecimento dos demais visitantes que tenho andando a ser incomodada por pessoas anónimas que merecem uma resposta as provocações que me têm sido feitas. Com o devido respeito por todos, mas necessito de deixar aqui esta mensagem para que a, ou as pessoas em questão a leiam.
Todavia será útil, para todos reflectir sobre o modo como muitas pessoas usam e abusam os espaços (blogues) dos outros, como meios de atingirem os mais variados (maus) fins!

Em resposta ;
NOTA: ESTAS PALAVRAS SÃO DIRIGIDAS UNICAMENTE PARA A PESSOA QUE ME OFENDEU.

Recado ao anónimo (anjo da guarda, soda cáustica e leoa assanhada) pseudónimos "distintos" digo eu;
( porque no decorrer das manifestações desiquilibradas que aqui ocorreram no meu blogue, fui retirada de seguidora dos blogues que passo a citar; templo de quietude, câdencias em azul, sacerdotisa das estrelas, e miniaturiais, afirmando no pseudónimo de soda cáustica, com base em acusações infundadas que me fez, o prazer que lhe dava fazer tal acção, dai o texto que se segue ser dirigido a (o) D.Quixote, pois todos eles pertenciam à pessoa em causa)




Um(a) D. Quixote, que por aqui passou nestes dias, está certamente mais louco(a) que o verdadeiro personagem da história de Cervantes. Agradeço que não "vomite" aqui os seus delírios e medos, e já agora siga o seu caminho, porque gente louca, só mesmo na figura de D.Quixote e do seu seguidor... vá e liberte o seu ego, e espanda a sua vitória de falso alegrete. Não dá bom nome a ninguém ter ataques de loucura, e vir aqui ao meu espaço levantar insinuações, calúnias sobre a minha pessoa. Para além de vir dar opiniões e fazer sugestões, tecer comentários sobre o seu contéudo e a apresentação (design) do meu blogue, (coisas que só a mim me compete fazer e alterar, sem precisar da opinião de terceiros). Mas certamente como se distrai a tecer considerações sobre aquilo que não lhe compete, não tem tempo para verificar e corrigir os blogues que tem.
Passei pelos seus espaços como seguidora, e tive sempre a educação de respeitar o seu conteúdo, aspecto visual, e a sua pessoa. Nunca utilizei nenhum espaço virtual, ou outro, para cenas tristes, como a sua. Nunca fui seguidora anónima de blogue nenhum. Ao contrário de si, que veio aqui com total falta de respeito usando os meios menos próprios para me ofender, assim como os meus amigos. Lamento informa-la já agora, que fiquei desiludida com a falta de assuntos uteis e de conhecimentos, o que deu para notar a sua "elevada cultura" de folhetins de cordel., uma futilidade de blogues, que apenas desempenham o papel, do seu caixote do lixo sentimental, e um escape às suas frustações.Mas pelo menos aqui, ainda se escreve (bem ou mal), ao contrário de si, que arranha umas linhas melodramáticas sobre os seus sentimentinhos caseiros ou frases sucessivamente cópiadas. Sabe a sua classificação como pessoa na piramede de Maslow é de ocupar a base, ou seja o seu lugar é no r/chão... (necessidades primárias). Um total apagão!
Lamentável a sua postura D.Quixote, pouco dignas para uma pessoa em idade adulta. Devia ter vergonha dos seus comportamentos implusivos, e sem regras de boa educação. Mas também isso, não é para todos.
No entanto, muito me espanta que pessoas que se afirmam com formação acádemica e experiência de vida, tenham tais atitudes, e "pouco sal na cabeça".
Não sabia que a minha pessoa o (a) afrontava tanto, sentiu-se ameaçado(a), por uma pessoa que ocupa um espaço virtual???Porquê? Represento assim uma ameaça tão grande para si, e lhe tire o sono? Fora o resto que me escapa. Triste victória a sua... por isso é que D. Quixote é um vendedor de causas perdidas. Um sonhador desmetido, que corre atrás de fantasias, tal como as suas palhaçadas.
Você prova ser vulgar, repugnante e abjecta, e a antítese daquilo que promove no seu blogue,  templo de quietude.  Como vê, nada é por acaso, alguém disse um dia, não há coincidências; Mais cedo ou mais tarde o trigo separa-se do joio. A sua espiritualidade falsa, e "vidinha" de Dulcinea apaixonada, como parece, está bem patente na leoa assanhada que diz ser.
Estou ligada à psicologia, mas não curo esquizofrenia e infantilidades fora de prazo, aturei mtªas vezes esses comportamentos, mas não tenho paciência para lidar com individuos que não se podem considerar como normais dentro dos padrões do genero humano, que mais parecem seres inferiores, incapazes de se desligarem do cordão umbilical. E no meu papel de mãe já com dois filhos Homens, com comportamentos equlibrados, não voltaria a ensinar mais ninguém a crescer. Também já não estava disposta a andar para trás no tempo, com colheres de chã. O tempo dos choros, dos colos, e das birras, já lá vai.
Tome equilibrio, e siga o meu conselho, faça a sua vida com base nos principios da espiritualidade. Aprenda que a liberdade é ter respeito por si e pelos outros. Ocupe-se de si e fortaleça a sua personalidade com atitudes dignas e eleve o seu caracter, não se limite a copiar as ideias espirituais, consiga ter coragem de as pôr em prática.
Como tal, é mesmo um favor que me faz, em se afastar do meu blogue e dormir descansado(a) porque "aturar gentinha" doente, e mal formada, não é dignificante, o melhor é abrir-se um desconto para quem levar acompanhante do mesmo genero. Indivíduos com esses estados patológicos devem ter acompanhamento permanente e se possível adoptar uma segunda mãe. Acredito piamente, com sua tripla personalidade que assume; o Anjo da Guarda(sem sexo), Soda Cáustica e a Leoa assanhada que há em si, vai ser muito Feliz, porque o que lhe posso desejar é luz (SOL) para a sua alma, uma vez que a sua chama começa a perder o brilho!
Que Deus permita, que nunca mais gente da ralé, me apareça com conversas domingueiras, ou se for o caso, de convencido(s) D.Juan, de carcaça velha. Cada um é para o que se presta fazer, e talvez a sua vocação seja como se designa ser, "um anjo da guarda, uma soda cáustica e uma leoa assanhada, com um misto de pseudo-religiosidade e de escrita barata. Felicidades e ADEUS....até nunca mais. Mas para ir daqui como merece um D. Quixote, faço-lhe a pergunta:
D.Quixote, será que já lhe emprestaram mula? ou quer ir montad0 (a) num cavalo branco ou tem preferência por um preto, que aqui tenho??? Se for preciso, tenho amigos criadores de cavalos de raça Lusitana... sempre dá mais requinte, a tão pobre e triste criatura!
Nem Cervantes, seria capaz de imaginar para o seu personagem D. Quixote, uma tão triste e louca figura, como aquela que aqui veio fazer.. Parábens, nasceu para ser artista virtual e votos de bons exitos na vida real, e obrigado por me ter revelado aquilo que é. Ágora sim, digo eu, é um prazer não pertencer aos citados blogues. Há um ditado que diz: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", como tal não me via a seguir blogues de uma pessoa com a sua natureza.
P.S. E como vê, parte da informação já está tomada, a outra é só aguardar! (teve azar porque desta vez não brincou com gente do seu nivel).
Sempre à sua disposição
Elly