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4 de agosto de 2010

TOMAR CONSCIÊNCIA!

A vida passa..

Se pudéssemos ter consciência de quanto a nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade, quer seja para nós como para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais, algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.
Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor, e como tal cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas, muitas vezes amargurados. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dias, às vezes anos, quando não a vida toda. Fomos escravos de futilidades.
Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando era hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que a nossa alma pede, porque algum orgulho pateta, ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não declaramos o nosso afecto porque imaginamos que o outro conhece os nossos sentimentos.
Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. Por outro lado, estamos sempre a comparar a nossa vida, com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos?
Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa!
(Elly)
Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. Justamente porque não sabemos fazer a coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade que foi ter tido uma mão cheia de nada, e outra de coisa nenhuma.
E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”.
O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afecto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir a um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para a nossa consciência, e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós.
Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência.
Vamos tomar consciência do valor da nossa existência!






Robert Happé nasceu em Amesterdão, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.

Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores.

Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.

Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

3 comentários:

  1. Querida, amei. Voltarei e anexei a minha lista.

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  2. O amor, a generosidade, o trabalho, a persistência, a fé, o despreendimento, a virtude, a inteligência, a simplicidade, em todos os seus aspectos, são assexuados, figurativamente falando.
    O currículo do ser humano não é a quantidade de livros que leu, o número de diplomas que obteve, os paises que conheceu, e sim quem e quantas vezes seu próximo ajudou, qual foi o peso de suas palavras, para quem as direcionou, em qual momento ele se calou!
    O ego do homem é a vaidade de plantão!
    Ele não se desapega. Faz referências a si próprio como destaque, como descendente de uma classe privilegiada, como um militante de uma pseudoornamentação, como uma embalagem oca que não vislumbra nada.
    E quando uma luz preenche o espaço ocupado com toda sabedoria e eficiência, não é possível cronometrar o tempo percorrido, porque para quem o faz, não se preocupa com a duração, e sim com a dimensão, com o resultado, com a satisfação.
    De repente, o semear pode alcançar a plenitude em anos, meses, semanas ou minutos, não importa, busca-se tão somente, a extensão da colheita.
    É muito comum as pessoas dizerem: a partir de hoje mudarei o meu jeito de viver!
    Mas por que esperar determinado dia para tomar uma decisão, se as mudanças sempre estão conosco em qualquer situação e não precisamos agendá-las, simplesmente, colocá-las em prática.
    A linha imaginária limítrofe às essas questões é embasada no quantum de cada um.
    Aquilo que parece ser o êxtase para uma tarefa cumprida, pode ser também o triunfo para um grande começo.
    Depende tão somente do nível de objetivos, da capacidade de analisar se já cumprimos nossas metas, se foram satisfatórias, se algumas não foram suficientes, se temos que complementá-las sob nova versão, se ficaram alguns tópicos incoerentes, se precisamos nos amadurecer através de viagens em busca de um plano espiritual mais apurado.
    Como disse Antoine de Saint-Exupéry: é o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila.
    “ O pessimista reclama do vento, O otimista espera que ele mude. O sábio ajusta as velas” .
    (John Lennon)
    Sejamos sábios o suficiente para evoluirmos!!!

    Cindy

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  3. Bétinha...que lição de vida, Meu Deus!!!! Belíssima explanação....talvez depois disto ainda consigamos ir a tempo de agarrar a vida.
    Obrigada amiga.
    Beijinho!!

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