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21 de junho de 2010

"ENTRE DUAS MURALHAS"

(Imagem tirada do Jardim Portas do Sol)



"ENTRE DUAS MURALHAS"

Ficam contigo, as simples lembranças desse olhar,
que balançavam entre palavras, e silêncios perdidos
como aves sem trigo, em melodias de versos lidos,
ouvia-se o tocar do vento nesse tempo a palpitar!

Passeavas no vento, e com rumo seguias já o caminho
onde das muralhas, se deslumbra o serpentear do rio
no enlace do manto verde do milho, fez-se um mistério
onde a luz fosca do sol adormeceu nesse mansinho!

Em teu pálido rosto contam-se os fios de um luar,
de uma existência ferida, que recorda mil sombras
colhidas em primaveras, de sereias feitas ao mar!

Hoje nas Portas do Sol, os olhos repousam num Sem-Fim
como melodia de um poema, feito sem verso nem fados
porque nesse fado, o meu sonho foi apenas um jardim!


(Elly)

3 comentários:

  1. Está lindo, minha querida amiga.
    Tu estás a ficar especialista em sonetos. Estava a ler e estava a imaginar-me nas Portas do Sol, ex-libris da minha cidade.
    Beijinhos e mais uma vez parabéns...Mu@@@@@@@@@@@

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  2. Olá Ana e Eduardo...

    Obrigado por ter gostado do poema...
    Na minha modesta opinião também o considero lindo. A inspiração do jardim e a beleza que se deslumbra é um olhar com olhos de ver...Algo nos sensibiliza. Uma boa recordação de Santarém!!
    Recomenda-se uma visita às Portas do Sol!
    Elly

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Obrigado pela visita e seu comentário, volte sempre. Beijinhos