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12 de junho de 2010

DIFERENÇA ENTRE GOSTAR E AMAR



''DIFERENÇA ENTRE GOSTAR E AMAR''

Gostar é acção da afectividade.
Amar é acto da vontade.
São atitudes diferentes e possuem diferentes objectos de atracção.
A confusão faz com que muitos pensem não amar mais porque não sentem o amor, enquanto outros pensam que amam pelo fato de sentirem, quando na verdade apenas gostam.
Amar pressupõe conhecer a forma imaterial do bem que nos atrai, leva a trabalhar para o bem do ser amado, a despeito de nós mesmos. Enquanto isso, gostar pressupõe experimentar uma sensação, viver a experiência sensorial de algo que deleita. Quem ama sai de si. Quem gosta, na acção de gostar, estaciona em si.
Ao amar, vivemos a experiência da transcendência: o motor de nosso agir está fora de nós, e nos leva a nos expandirmos como pessoa, indo ao encontro de outras pessoas, ou de um ideal. Ao gostar, atendemos especialmente os chamados da nossa afectividade e corporeidade, que são realidades que estão nos limites do nosso próprio ser.
Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento, usa a palavra ágape, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor. Não queria dizer que devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins, ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente. O que ele queria dizer era que devemos nos comportar bem em relação a elas.
Os sentimentos de amor talvez possam ser a linguagem do amor ou a expressão do amor, mas esses sentimentos não são o que o amor é. Como a personagem Teresa do livro O Monge e o Executivo disse: "o Amor é o que o amor faz".
Nem sempre podemos controlar o que sentimos a respeito de outra pessoa, mas podemos controlar como nos comportamos em relação a outras pessoas.
Podemos amar uma pessoa de quem não gostamos. Manifestamos amor quando fazemos livremente o bem às pessoas sem distinção de raça, credo, nacionalidade, o que não significa que gostemos dessas pessoas: pode ser que não nos atraia conviver com elas.
Madre Teresa não desfrutava de prazer sensorial quando recolhia os rejeitados nas latrinas da Índia, mas tratava-os com carinho. Com certeza que os amava., e por isso os servia.
Podemos também gostar de alguém que não amamos, podendo inclusive simular a aparência de amor quando, na verdade, queremos extrair do outro algo que nos satisfaz. Sentimo-nos atraídos porque o outro nos torna a vida mais agradável, queremos servir-nos dele.
Podemos desejar alguém sem que isso signifique que queiramos o seu bem, uma falsificação de amor. Sem virtudes, é mais difícil que o amor vença o gosto, quando apontam para direcções opostas. Para ter um amor sólido, portanto, é necessário desenvolver virtudes.
O amor é sem dúvida uma realidade mais rica!

(Seiji)

2 comentários:

  1. O amor não é uma realidade rica, as sim o contexto de uma relação vivida.

    Amiga, está de parabéns, os temas são profundos.

    Beijo

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  2. Da minha consciência para a minha inconsciência, as palavras por vezes também falham... mas a rectificação fica feita... só no contexto da experiência ela toma razão de ser.... e ai sim, é a mais rica das realidades!!!

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